Corte mais tímido da Selic desperdiça momento favorável à redução dos juros

 

Inflação permanece abaixo da meta, e retomada da atividade continua lenta

 

O Banco Central fixou em 7,5% ao ano a nova taxa Selic na reunião do Copom desta quarta-feira (25 de outubro). A redução de 0,75 ponto percentual foi um corte mais tímido que os anteriores. O BC poderia ter mantido o ritmo de redução de 1 ponto percentual. Embora a Selic esteja chegando perto de seu menor valor histórico, para o tomador final continuam muito elevados os juros no Brasil. A retomada da atividade segue lenta, e a inflação permanece abaixo da meta.

O BC e o Ministério da Fazenda precisam agir. Têm que trazer mudanças nos impostos sobre crédito, na regulação e na concorrência bancária, atrair novos operadores no mercado de crédito e estimular as empresas que fazem finanças na internet, as chamadas fintechs.

Somente com uma forte redução nos juros para o consumidor e para o empreendedor o atual momento de Selic baixa estimulará o crescimento econômico e a geração de empregos.

Paulo Skaf
Presidente da Fiesp e do Ciesp

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